quinta-feira, 30 de abril de 2015

Nave de carga Progress M-27M fora de controlo

Atualizações:

8 de maio
 
De acordo com a Agência Espacial Russa, Roscosmos, a nave teria reentrado na atmosfera sobre o oceano Pacífico central às 4:04 desta noite. Pensa-se que esta estimação teria tido em conta as observações prévias realizadas desde as estações de seguimento em território russo.
Porém, a agência norte-americana USSTRATCOM difundiu que o instante da reentrada se teria produzido às 4:20 mais ou menos 1 minuto a uma altitude de uns 80 km num ponto de latitude 51°S e 87°W (perto da costa de Chile). Estes dados teriam sido obtidos a partir das observações diretas de satélites militares em órbitas geoestacionárias. No seguinte mapa mostra-se a zona da reentrada com indicações de alguns pontos de interesse:
Zona de reentrada e de queda de possíveis restos. A: início da janela de reentrada. B: fim da janela de reentrada. O marcador azul à esquerda e o marcador verde à direita delimitam a zona de eventual queda dos restos da nave (spaceflight101.com).

7 de maio
 

A atividade geomagnética causada pelo sol, cujo máximo se atingiu o dia 6 de maio, foi decrescendo mais rapidamente do esperado, o qual fez variar o ritmo de queda da nave. Atualmente prevê-se que a reentrada na atmosfera tenha lugar nalgum instante entre os dias 7 e 8 de maio. A própria Roscosmos calcula uma janela entre as 23:45 de dia 7 de maio e as 5:36 de 8 de maio. Outro organismo, a USSTRATCOM (dependente do Departamento de Defesa dos EUA), estima que a entrada terá lugar às 3:36 de dia 8 de maio com uma incerteza de mais ou menos 2 horas. De ser certa esta última previsão praticamente se poderia descartar a queda na América do Norte, Europa e Austrália. Ainda a AEROSPACE calcula que a entrada acontecerá às 7:40 mais ou menos 5 horas sobre o Atlântico.

5 de maio

A Progress parece estar a cair mais rapidamente do que se previu inicialmente, de maneira que a reentrada poderia ter lugar ao longo do dia 8 de maio ou nas primeiras horas do dia 9.

30 de abril

A Agência Espacial Europeia (ESA) calcula que a reentrada terá lugar em 9 de maio com uma incerteza de mais ou menos 2 dias. Também espera que o dia anterior seja possível estimar com uma maior precisão o instante em que esta se produzirá e mesmo descartar algumas zonas em que seria pouco provável caírem os restos.

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A Progress M-27M é uma nave de carga lançada pela Agência Espacial Federal Russa (conhecida como Roscosmos) para o abastecimento da Estação Espacial Internacional (ISS).
Progress M-27M
Um foguete Soyuz iniciava, às 9:09:50 deste 28 de abril desde o Cosmódromo de Baikonur (Cazaquistão), a posta em órbita da Progress M-27M com 2357 kg de equipamentos científicos e mantimentos para a ISS. Seis horas depois a Progress M-27M deveria ter-se encontrado com a ISS; porém, por causas que ainda se desconhecem, a nave entrou numa órbita diferente à prevista e, o que é mais grave, perdeu a comunicação com o controlo em Terra.

A nave foi dada oficialmente por perdida ontem de tarde após várias tentativas fracassadas para recuperá-la. De facto, tal e como se pode ver no seguinte vídeo gravado pela câmara instalada a bordo, a Progress sofre uma rotação descontrolada completando uma volta a cada poucos segundos:


Prevê-se que a nave, movendo-se numa órbita com um perigeu relativamente baixo, irá perdendo altitude até que se produza a sua reentrada na atmosfera. As previsões iniciais indicavam que esta teria lugar entre 5 e 7 de maio, mas cálculos recentes que têm em conta as condições atmosféricas sugerem que esta acontecerá em 10 de maio com uma margem de mais ou menos 3 dias. A medida que se aproxime à atmosfera as previsões irão melhorando, de maneira que o dia da reentrada será possível delimitar com certa precisão a zona de queda (algum local com latitude entre 52N e 52S).

Espera-se que a maior parte da nave se desintegre ao entrar na atmosfera, mas também que algumas partes mais duras, tais como o sistema de acoplamento, algumas componentes do motor principal e os pequenos tanques de pressurização, sobrevivam à entrada e cheguem ao chão. Nos próximos dias poderemos seguir a evolução da Progress M-27M em qualquer dos seguintes sítios:


terça-feira, 17 de março de 2015

Eclipse do Sol (20 de março de 2015)

No último dia do inverno teremos ocasião de observarmos um eclipse solar total que, porém, apenas será parcial visto desde a Europa continental. Este fenómeno produz-se quando a Lua se interpõe entre a Terra e o Sol, de maneira que toda ou parte da superfície do disco solar fica oculta.
Geometria de um eclipse solar total

A cada ano produzem-se entre 2 e 5 eclipses do Sol. De facto, este ano teremos um eclipse solar total em 20 de março e um eclipse solar parcial em 13 de setembro (visível só desde o sul da África e parte da Antártida).

A faixa de totalidade do eclipse de 20 de março atravessará praticamente todo o Atlântico Norte desde o mar ao sul de Gronelândia até ao Polo Norte.

Mapa do eclipse total do Sol (Sky & Telescope - Fred Espenak)
Assim, apenas desde pequenas porções de terra, correspondentes às Ilhas Féroe (Dinamarca) e as Svalbard (Noruega), será visível o eclipse total do Sol. No resto da Europa, parte de Ásia e o norte da África o eclipse será apenas parcial. Um mapa mais detalhado pode consultar-se na web do especialista em eclipses solares, Fred Espenak.



A continuação indicam-se os instantes principais do eclipse referidos à cidade de Lugo (EPS) expressados em tempo legal:
  • Início às 9:06:12
  • MÁXIMO às 10:09:31
  • Fim às 11:18:12
No instante do máximo um 74.7% do disco solar estará oculto pela Lua tal e como se mostra na seguinte figura:
Disco solar visível em Lugo no instante do máximo (azimute no eixo horizontal e altura no vertical)
Com pequenas diferenças de, no máximo, 2-3 minutos estes dados são válidos para qualquer outra local da Galiza.

Quanto à observação, há que ter em conta que a única forma segura de observarmos este fenómeno astronómico é utilizando óculos especiais para eclipses ou, de não dispor deles, filtros de soldadura de fator 14. Em todo caso recomenda-se realizar observações a intervalos de não mais de 30 segundos.



Na web do Observatório Astronómico de Lisboa descrevem-se os riscos para o olho humano e fornecem-se as regras para uma observação em segurança.

Por outra parte, o maior impedimento para observarmos o eclipse poderia vir dado pelas condições meteorológicas. Na seguinte figura mostra-se (atualizada às 18:33 de 19 de março) a probabilidade de nuvens baixas sobre a Galiza no instante do máximo (meteogalicia):


Em todo o caso, diferentes organizações retransmitirão pela internet o evento, como por exemplo:

segunda-feira, 9 de março de 2015

Observação do céu noturno (10 de março de 2015)

Às 20:14 tentaremos observar o brilhante lampejo de um satélite Iridium (mais informação em Heavens Above):

Mapa celeste com a trajetória do Iridium 60



Ademais do reconhecimento e observação das principais constelações visíveis nesta época do ano (e de algum dos seus tesouros), outro dos nossos objetivos será a observação dos satélites galileanos:
Posição dos satélites galileanos às 21:00 (hora local).

terça-feira, 3 de março de 2015

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Um encontro estelar há 70000 anos

Uma equipa internacional de astrónomos vem de anunciar que um sistema binário formado por uma estrela anã vermelha (denominada estrela de Scholz) e uma anã castanha teria atravessado a região mais externa do Sistema Solar quando os nossos antepassados humanos habitavam a Terra.

Percorrido da estrela de Scholz e da sua companheira anã castanha através da nuvem de Oort.

Este sistema, que hoje se situa a 20 anos-luz de distância (lembremos que Proxima Centauri está a 4.2 anos-luz), teria passado a 50000 ua do Sol há uns 70000 anos, penetrando assim a camada mais externa da nuvem de Oort.

Ainda que se calcula que este encontro não teria tido nenhum impacto no fluxo de cometas de longo período, a descoberta deste sistema reabre o debate sobre a possibilidade de que objetos estelares próximos possam perturbar regularmente a nuvem de Oort, induzindo assim a produção de cometas que, pela sua vez, poderia estar ligada à ocorrência de grandes extinções na Terra.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

Os satélites de Galileu em fevereiro

No seguinte diagrama representa-se o movimento orbital dos quatro maiores satélites de Júpiter (Io, Europa, Ganímedes e Calisto) ao longo deste mês.