terça-feira, 17 de março de 2015

Eclipse do Sol (20 de março de 2015)

No último dia do inverno teremos ocasião de observarmos um eclipse solar total que, porém, apenas será parcial visto desde a Europa continental. Este fenómeno produz-se quando a Lua se interpõe entre a Terra e o Sol, de maneira que toda ou parte da superfície do disco solar fica oculta.
Geometria de um eclipse solar total

A cada ano produzem-se entre 2 e 5 eclipses do Sol. De facto, este ano teremos um eclipse solar total em 20 de março e um eclipse solar parcial em 13 de setembro (visível só desde o sul da África e parte da Antártida).

A faixa de totalidade do eclipse de 20 de março atravessará praticamente todo o Atlântico Norte desde o mar ao sul de Gronelândia até ao Polo Norte.

Mapa do eclipse total do Sol (Sky & Telescope - Fred Espenak)
Assim, apenas desde pequenas porções de terra, correspondentes às Ilhas Féroe (Dinamarca) e as Svalbard (Noruega), será visível o eclipse total do Sol. No resto da Europa, parte de Ásia e o norte da África o eclipse será apenas parcial. Um mapa mais detalhado pode consultar-se na web do especialista em eclipses solares, Fred Espenak.



A continuação indicam-se os instantes principais do eclipse referidos à cidade de Lugo (EPS) expressados em tempo legal:
  • Início às 9:06:12
  • MÁXIMO às 10:09:31
  • Fim às 11:18:12
No instante do máximo um 74.7% do disco solar estará oculto pela Lua tal e como se mostra na seguinte figura:
Disco solar visível em Lugo no instante do máximo (azimute no eixo horizontal e altura no vertical)
Com pequenas diferenças de, no máximo, 2-3 minutos estes dados são válidos para qualquer outra local da Galiza.

Quanto à observação, há que ter em conta que a única forma segura de observarmos este fenómeno astronómico é utilizando óculos especiais para eclipses ou, de não dispor deles, filtros de soldadura de fator 14. Em todo caso recomenda-se realizar observações a intervalos de não mais de 30 segundos.



Na web do Observatório Astronómico de Lisboa descrevem-se os riscos para o olho humano e fornecem-se as regras para uma observação em segurança.

Por outra parte, o maior impedimento para observarmos o eclipse poderia vir dado pelas condições meteorológicas. Na seguinte figura mostra-se (atualizada às 18:33 de 19 de março) a probabilidade de nuvens baixas sobre a Galiza no instante do máximo (meteogalicia):


Em todo o caso, diferentes organizações retransmitirão pela internet o evento, como por exemplo:

segunda-feira, 9 de março de 2015

Observação do céu noturno (10 de março de 2015)

Às 20:14 tentaremos observar o brilhante lampejo de um satélite Iridium (mais informação em Heavens Above):

Mapa celeste com a trajetória do Iridium 60



Ademais do reconhecimento e observação das principais constelações visíveis nesta época do ano (e de algum dos seus tesouros), outro dos nossos objetivos será a observação dos satélites galileanos:
Posição dos satélites galileanos às 21:00 (hora local).

terça-feira, 3 de março de 2015

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Um encontro estelar há 70000 anos

Uma equipa internacional de astrónomos vem de anunciar que um sistema binário formado por uma estrela anã vermelha (denominada estrela de Scholz) e uma anã castanha teria atravessado a região mais externa do Sistema Solar quando os nossos antepassados humanos habitavam a Terra.

Percorrido da estrela de Scholz e da sua companheira anã castanha através da nuvem de Oort.

Este sistema, que hoje se situa a 20 anos-luz de distância (lembremos que Proxima Centauri está a 4.2 anos-luz), teria passado a 50000 ua do Sol há uns 70000 anos, penetrando assim a camada mais externa da nuvem de Oort.

Ainda que se calcula que este encontro não teria tido nenhum impacto no fluxo de cometas de longo período, a descoberta deste sistema reabre o debate sobre a possibilidade de que objetos estelares próximos possam perturbar regularmente a nuvem de Oort, induzindo assim a produção de cometas que, pela sua vez, poderia estar ligada à ocorrência de grandes extinções na Terra.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

Os satélites de Galileu em fevereiro

No seguinte diagrama representa-se o movimento orbital dos quatro maiores satélites de Júpiter (Io, Europa, Ganímedes e Calisto) ao longo deste mês.